EVIDÊNCIA MULHER
EQUILÍBRIO

11/05/2017 09h30

FATOR EMOCIONAL

Ter atitude e determinação, além de acompanhamento profissional, é fundamental no processo de emagrecimento


Dietas malucas, reeducação alimentar, atividade física, medicamentos... O que fazer quando você já tentou de tudo e não conseguiu emagrecer ou manter os quilos perdidos? Ter atitude e determinação, além de acompanhamento profissional, é fundamental no processo de emagrecimento, todavia, muitas pessoas ainda não têm ideia do quanto o seu estado emocional pode atrapalhar na busca pelo peso ideal.

Para Dra. Miriam Lemos Piazza, psicóloga e especialista em terapia cognitiva, nem sempre a obesidade e a permanência do indivíduo neste estado, pode ser explicada por questões exclusivamente fisiológicas.

Ligações perigosas

“À obesidade podem estar atrelados transtornos psicológicos graves. As necessidades emocionais específicas de pessoas obesas tornam o processo de emagrecimento uma luta frustrante e de resultados geralmente temporários conseguidos através de dietas e ‘pílulas milagrosas' que ignoram possíveis fatores emocionais ao ato de comer”, pontua a psicóloga.

E é justamente por isso que o fator emocional é tão importante quanto o aspecto nutricional no processo de emagrecimento e merece uma atenção especial.

Atenção aos sinais

O sobrepeso e a obesidade podem estar atribuídos a diversos fatores, como genético, biológico, nutricional e principalmente psicológico. Segundo a psicóloga, o emocional pode ter papel tão decisivo quanto o genético, levando a pessoa a comer mais, funcionando como um obstáculo à perda de peso.

“Os fatores ou sinais emocionais que podem prejudicar a perda de peso são: compulsão alimentar, depressão, ansiedade, estresse, dificuldades sexuais, afetivas ou de relacionamento, impulsividade, entre outros. A compulsão alimentar, que é o fator mais observado nos indivíduos com problemas para o equilíbrio alimentar pode estar camuflando aspectos emocionais importantes neste processo”, exemplifica Miriam.
 

Um psicólogo pode ajudar

Diante de tudo que foi dito, fica evidente a importância do acompanhamento psicológico, em alguns casos, para chegar ao resultado almejado na perda de peso. “O psicólogo é essencial, pois trás uma compreensão maior do paciente, não só no aspecto fisiológico. Este profissional é preparado e treinado para identificar gatilhos que levam à compulsão alimentar e aos hábitos cognitivos e comportamentais que “travam” o paciente não só na perda, mas também na manutenção do peso”, conclui Miriam.

 

Coma bem 

Ninguém tem dúvida de que comer é muito bom, tanto que os melhores encontros entre amigos e familiares acontecem ao redor de uma mesa. Ao comer, o corpo fica leve e relaxado, por isso, selecione os alimentos pelos benefícios a saúde e valor nutricional.

 

Tratamento multidisciplinar

Durante a consulta, um olhar diferenciado e atenção redobrada, podem fazer a diferença e serem capazes de identificar sinais e alterações emocionais que estejam atrapalhando alguém que tenta emagrecer e não consegue.

Desta forma, consulte um médico endocrinologista, uma nutricionista e um preparador físico que possam te acompanhar no processo de emagrecimento e, se sentir necessidade, converse com um psicólogo. Com esse time de profissionais você emagrecerá com saúde, terá a autoestima renovada e poderá até ajudar pessoas que encontram a mesma dificuldade.