EDITORIAL
ENTREVISTA DE CAPA

08/06/2017 16h07

Dalton Vigh

Sou um cara cheio de manias, meio perfeccionista, mas bem-intencionado e de bom coração!


“Gostaria de agradecer o carinho e a torcida de todos que me seguem há tanto tempo, vocês nos fazem sentir especiais”.
 

Formado em Publicidade pela Universidade Metodista de São Paulo, Dalton Vigh preferiu investir na carreira de ator. O primeiro trabalho na televisão foi na novela “Tocaia Grande”, em 1995. Participou das telenovelas “Estrela de Fogo” e “Pérola Negra”, ambas em 1998 e Vidas Cruzadas como protagonista. Foi ainda nessa época que estreou no cinema com “Por trás do Pano”.

 

Dalton ganhou ainda mais notoriedade ao apresentar o programa Top TV, em 2000. Foi também apresentador do canal de televisão a cabo People&Arts e fez enorme sucesso com o Said Rachid na novela “O Clone”, de 2001.

Desde então, não parou mais de atuar em novelas, séries e minisséries. Em 2016 estreou no horário das 11h, na novela “Liberdade, Liberdade” onde deu vida ao personagem Raposo.

 

Confirmado para a próxima temporada da série "O Negócio”, do canal HBO, Dalton está de volta aos palcos com a peça "Uma Peça Por Outra" de Jean Tardieu. Camila Czerkes, esposa do ator, também está no elenco.

 

E ele não para! No segundo semestre deste ano vai lançar o longa-metragem “A Comédia Divina”, e além do trabalho como ator e da correria como pai, Dalton está escrevendo dois roteiros, um curta e outro longa-metragem, o primeiro já é certo que ele dirigirá também. 

1.     A decisão de seguir a carreira de ator foi planejada, aconteceu naturalmente ou você teve um ‘empurrãozinho’ do destino?

De certa forma foi uma mistura dos três: foi planejada, porque entrei para uma escola de teatro (Célia Helena), aconteceu naturalmente porque antes mesmo de me formar fui chamado para estrear no teatro, e tive um "empurrãozinho" do destino quando, logo após essa peça, fui convidado a trabalhar na novela "Tocaia Grande" da Rede Manchete.

 

2.    Um dos seus trabalhos mais recentes é o longa-metragem “A Comédia Divina”, de Toni Venturi. Como foi a preparação para gravar o filme?

Antes das filmagens começarem tivemos um mês de ensaios e muita coisa que criamos com improvisações acabou sendo incorporada ao filme, o que foi muito generoso da parte do Toni. O filme estreia no dia 19 de outubro e a expectativa é enorme, espero que o público goste e se divirta.

 

3.    Ao lado da esposa, a atriz Camila Czerkes, vocês voltaram a atuar e integram o elenco do espetáculo “Uma peça por outra”, de Jean Tardieu, com direção de Brian Penido Ross e Guilherme Sant’Anna, comemorando os 30 anos da primeira montagem do Grupo Tapa em São Paulo. Fale-nos sobre os personagens e a experiência de trabalhar com Camila.

Eu faço vários personagens na peça, em uma das esquetes chego a fazer 4 personagens de uma vez! É um processo trabalhoso, mas muito gratificante e divertido. Às vezes, ao pensar em alguma característica para um determinado personagem, você acaba descobrindo outra para um personagem diferente.
Esta é a segunda vez que eu e Camila trabalhamos juntos, nós nos conhecemos inclusive em um espetáculo do Grupo Tapa. Está sendo ótimo! Por se tratar de uma comédia, nos divertimos muito nos ensaios e também em casa, onde passamos nossa cena e trocamos figurinhas sobre as outras. Ainda assim, enquanto estamos no teatro somos colegas e em casa somos um casal.

 

4.    Como é esse retorno aos palcos agora com os gêmeos David e Arthur?

No início foi difícil, toda vez que saímos de casa dá dó deixá-los, mas sabemos que estão em boas mãos e sendo muito bem cuidados pela babá e pelos avós enquanto estamos ensaiando, em cena.

 

5.    Ter um filho é uma benção de Deus, mas como receberam a notícia de que seriam gêmeos?

Recebemos com muita alegria e surpresa. Era um sonho que nós já tínhamos há algum tempo. Já ficaríamos felizes com um filho, mas com dois foi felicidade em dobro!

6.    Diante de tantas notícias ruins que vemos todos os dias, como pretende educá-los para que no futuro possam fazer do mundo um lugar melhor?

Ensinando-os a diferença entre certo e errado, que uma consciência limpa vale mais que todo o dinheiro do mundo, e principalmente, a serem éticos e respeitosos com todas as pessoas, sem distinção de cor, sexo, religião ou idade.

 

7.     Aproveitando o Dia dos Namorados, o que vocês fazem para manter o romantismo?

Nós dois achamos que o romantismo está nos pequenos gestos, nas pequenas lembranças e não em uma chuva de pétalas de rosa lançadas de um helicóptero. Então temos nosso jeito próprio de sermos românticos.