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SAÚDE

05/04/2018 10h12

Dor nas Costas lidera pedidos de auxílio-doença

Mas é sempre responsabilidade da empresa?


Você já pode ter sentido ou sabe de colegas de trabalho que sofreram com dores nas costas durante o expediente. Acontece que o problema tem atingido diversas pessoas em seus ambientes de trabalho e se tornou uma das principais causas de afastamento de funcionários em empresas. 

Os números expressivos estão em destaque desde 2016, quando a doença ganhou o título de maior causadora de pedidos de auxílio-doença, de acordo com um levantamento do INSS. Naquele ano, 116.371 pessoas precisaram deixar seus postos de trabalho por, no mínimo, duas semanas para cuidados médicos com as costas. 

O Ministério do Trabalho realizou um estudo na época e apontou que, ao contrário do que se possa pensar, as atividades que exigem o maior uso de força física não foram as campeãs nos afastamentos. Pelo contrário, o topo do ranking tem ficado com os trabalhadores que realizam funções repetitivas.

Para evitar problemas ergonômicos de seus colaboradores, o empresário precisa estar atento ao ambiente de trabalho que tem proporcionado a eles. A análise deve acontecer desde o posto de trabalho, com as mesas e ferramentas, até fatores como temperatura e ruídos. 

Mas nem todos os casos são de responsabilidade da empresa. Há também que se levar em consideração a judicialização deste tema, com uma "avalanche" de processos trabalhistas, como explicado pelo Dr. Miguel Hueb Netto, que tem mais de 30 anos de experiência com Medicina do Trabalho e é diretor-executivo da Clínica de Especialidades Médicas - CME. 

"Não existe um fator isolado que determine o desencadeamento desta doença, trata-se de uma patologia que conta com a questão multi-fatorial. E por causa desta judicialização da Medicina Ocupacional, a empresa acaba sendo responsabilizada por isso. Na verdade, ela não é responsável. O desencadeamento disso aconteceu quando a pessoa trabalhava na empresa, mas o cenário é um conjunto", explica o profissional. 

Especializado em Medicina do Trabalho, Dr. Miguel Hueb Netto atua como consultor médico técnico-pericial e já prestou assistência em inúmeros processos trabalhistas junto a empresas e renomados escritórios jurídicos, com estudos de alegações relativas a trabalhos insalubres e periculosos. Sua extensa experiência mostrou, no decorrer dos anos, que ignorar fatores que vão além da rotina laboral, é um erro. "Problema degenerativo de coluna, por exemplo, é comum. Vem com a idade. O especialista pode determinar o que realmente é uma doença ocupacional para tratá-la como tal", aponta. 

Os profissionais da CME Medicina e Segurança do Trabalho têm desenvolvido ao longo dos anos diversas ferramentas para que líderes possam transformar empresas em lugares seguros para suas equipes no que abrange a Medicina Ocupacional. 

Serviço:
CME Medicina e Segurança do Trabalho
www.cme-medicina.com.br

*Miguel Hueb Netto é médico do trabalho (CRM 32374 - MTE 9754), diretor do Centro Médico de Especialidade, atua no Clube Paineiras do Morumby e é assistente técnico judicial no Santos Futebol Clube e no São Paulo Futebol Clube